terça-feira, 19 de abril de 2016

A importância da espiritualidade na qualidade de vida

Segundo Koenig, Mccullough e Larson no livro “Handbook of Religion and Health”4 :

 • Religião é o sistema organizado de crenças, práticas, rituais e símbolos designados para facilitar o acesso ao sagrado, ao transcendente (Deus, força maior, verdade suprema ...);

 • Religiosidade é o quanto um indivíduo acredita, segue e pratica uma religião. Pode ser organizacional (participação na igreja ou templo religioso) ou não organizacional (rezar, ler livros, assistir programas religiosos na televisão);

 • Espiritualidade é uma busca pessoal para entender questões relacionadas ao fim da vida, ao seu sentido, sobre as relações com o sagrado ou transcendente que, pode ou não, levar ao desenvolvimento de práticas religiosas ou formações de comunidades religiosas."

"QUANDO DEVE SER ABORDADA A ESPIRITUALIDADE? O momento certo para abordar a espiritualidade de um paciente poupa mal entendido,
 segundo o livro “Espiritualidade no Cuidado com o Paciente”35 escrito por Harold G. Koenig (médico da Universidade de Duke – Estados Unidos da América),
 o bom senso deve imperar."

"Atividades e crenças religiosas estão relacionadas à melhor saúde e qualidade de vida10,
 assim como os médicos que falam sobre as necessidades espirituais não são novidades,
 tendo suas raízes na história e muitos pacientes gostariam que seus médicos comentassem sobre suas necessidades espirituais11.

 Estudos demonstram que a maioria dos pacientes gostaria que seus médicos abordassem sobre sua religião e espiritualidade12,13,
 e relataram que sentiriam mais empatia e confiança no médico que questionasse esses temas11, 
proporcionando o resgate da relação médico-paciente, com uma visão holística e mais humanizada.

 Torna-se claro na prática clínica que, na grande maioria das vezes, não é possível fragmentar o paciente
 em várias partes como social, biológica, psíquica e espiritual, afinal todas são interligadas e podem ser
 responsáveis pelas comorbidades, aderência aos medicamentos, sucesso ou fracasso no tratamento."

"No caso de pacientes não religiosos35, ao invés de focar na espiritualidade, o médico pode perguntar
 como o paciente convive com a doença; o que promove um significado e propósito à sua vida e
 quais crenças culturais pode ter impacto no seu tratamento."

Revista Brasileira de Clínica Médica. Para ler o artigo completo...  

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