sábado, 3 de novembro de 2012

TV Aparecida - Especial Finados: 'Cuidados paliativos e tratamento integral da família'

 Polyana Gonzaga - Redação Portal A12
"Tratar do doente e não mais de sua doença. Olhar para as suas necessidades e sintomas não só do ponto de vista físico, mas também do ponto de vista emocional, social e espiritual.

Um olhar cuidadoso que se estende também sobre a família, que após a morte do paciente ainda precisa do auxílio do profissional de saúde, no período de luto. Esse é o trabalho do profissional de ‘Cuidados Paliativos’, tema do 'Especial Finados' de hoje."


De acordo com Dr. Franklin Santana Santos, doutor em Medicina pela USP e pós-doutor em Psicogeriatria pelo Instituto Karolinska, na Suécia, a filosofia de cuidados paliativos sempre existiu, mas foi na década de 60 que a pioneira Elizabeth Kübler Ross olhou com mais cuidado para essas pessoas e redescobriu este tratamento.
“O homem se esqueceu de que a morte faz parte da vida e os cuidados paliativos propõem tratamento integral e preventivo para pessoas que enfrentam doenças que ameaçam a vida, juntamente com a família”, afirmou.
Dr. Franklin que é orientador da Disciplina de Emergências Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e coordenador do curso de Tanatologia e Educação para a Morte (FMUSP) acrescentou que nesses casos a família está integrada no tratamento nos aspectos psicológicos, social e espiritual. 
Tratamento - O trabalho congrega uma equipe multiprofissional, que pode ser composta por médicos, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais, nutricionistas, entre outros profissionais que acolhem o paciente e seus familiares.O médico ainda citou que os cuidados paliativos começaram na oncologia, mas hoje se estendem aos portadores de todas as doenças crônicas.“O tratamento não está restrito a um grupo específico de pessoas, mas é mais comum nos casos de câncer e mais avançado em termos de equipe e cuidados. Também agrega doenças neurológicas, renais, respiratórias, cardíacas, entre outras que levam a morte”, afirmou.“Existem iniciativas isoladas de alguns grupos quando se trata de cuidados paliativos”, completou.
 Ele reforçou alertou ainda sobre a importância da família do paciente com prognóstico terminal receber os cuidados paliativos integrado ao tratamento do paciente.