segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

A viagem de Bárbara ao Pólo Norte

A estudante Bárbara Jéssica da Silva Paes, de 14 anos, da cidade de Guarulhos, na Grande São Paulo, passou 10 dias percorrendo estações de pesquisa na Noruega instaladas no Pólo Norte para observar as conseqüências do aquecimento global. Ela foi selecionada como representante do Brasil após uma maratona de perguntas sobre meio ambiente, todas em inglês, feita pela TV Cultura para mais de 90 jovens de 12 a 15 anos. Seu relato está no blog Diário de Bárbara – Uma aventura pelo Pólo Norte.

Aqui do meu lar em São José dos Campos vejo o banhado. Foi o que primeiro me encantou quando cheguei de Sampa! O mundo deu voltas, e acabei me mudando para cá, onde tenho essa vista privilegiada.
Para mim, que morei em casa a vida toda, a vista da janela de um apartamento é sempre uma novidade. Ainda mais quando se tem essa vista, e ainda mais nesses dias de chuva... fica inevitável pensar mais ainda no que anda acontecendo.
Sempre falo sobre mudanças, sobre reformas íntimas que poderíamos fazer para viver melhor. Mas não esqueço da nossa casa, que é o nosso planeta. Todos estamos comovidos com tudo que está acontecendo. Nem preciso me demorar muito aqui escrevendo sobre o que estamos sentindo com todas essas tragédias.
Assim como temos que ter atitude para mudar nossa vida, também temos que partir para a ação. Mas penso que ainda falta o primeiro passo, que é a conscientização. Todos esperamos sinceramente que ela aconteça.
Vemos esse grupo de admiráveis adolescentes que em 2007 fizeram questão de ir ao Pólo Norte “ver com os próprios olhos” os impactos ambientais, saber sobre as pesquisas, discutir sobre biodiversidade e atitudes sustentáveis. Eram jovens da Coréia do Sul, Japão, Itália, Austrália e Brasil, representado pela pequena Bárbara, na ocasião com 14 anos.
Digo “pequena” Bárbara apenas por carinho, por ser uma mocinha. Porque só a atitude que ela teve já é uma amostra de como ela sabe agir, de como ela é destemida.... vai até lá e dá o seu recado! E não é pouca coisa, porque é uma questão que interessa a todos! Quem sabe não precisamos resgatar um pouco dessa ousadia que tínhamos quando mais jovens...
Parabéns, Bárbara! Isso é fazer a diferença!


Transcrevo alguns comentários dela feitos à Revista Época:
(Alexandre Mansur)

Época – O que você achou mais interessante na expedição?
Bárbara – Durante a expedição coletamos várias amostras de gelo para estudo e, ao examiná-las, notamos que a concentração de carbono nas camadas de gelo vem aumentando consideravelmente. No terceiro dia de expedição visitamos uma ilha que era isolada até alguns anos atrás por estar cercada de gelo, mas que atualmente pode ser visitada de barco. Dessa ilha é possível observar vários paredões de gelo. Presenciamos o desmoronamento de um deles. Seria perfeitamente normal se não fosse a frequência com que esses desmoronamentos estão acontecendo. Tive a chance de vivenciar os efeitos do aquecimento global tanto em um laboratório quanto ao ar livre, o que serviu para reforçar a minha opinião sobre o assunto.

Temos que lembrar que as mudanças climáticas na Terra são comuns quando são causadas por fatores naturais e independentes de ação humana. O aquecimento global causa o derretimento das geleiras e, consequentemente, a temperatura e o volume do mar aumentam. Com o aumento de temperatura muitas espécies de animais entram em perigo de extinção devido à mudança em seu habitat. O aumento do volume do mar, por sua vez, diminui consideravelmente o território dos continentes e pode até inundar completamente pequenas ilhas. O número de pessoas afetadas somente no Brasil pode alcançar 42 milhões, aproximadamente 25% da população brasileira.

Época – O que você faz em sua vida cotidiana para reduzir o aquecimento global?
Bárbara – Sempre que possível eu ando de bicicleta ou caminho em vez de usar um carro. Troquei as lâmpadas comuns pelas fluorescentes. Sempre desligo aparelhos eletrônicos que não estão sendo usados. Faço a coleta seletiva do lixo, para então enviar para reciclagem. Quando possível, compro produtos que são manufaturados em regiões próximas para evitar a emissão de gases com o transporte. Também evito o gasto exagerado de energia elétrica. Por exemplo: não uso máquina secadora de roupas. Uso um varal.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Palestra: "Entenda o que São Cuidados Paliativos". Falando sobre a essência do cuidar e valorizando a vida.

Há algum tempo venho fazendo divulgação sobre tão importante tema.
Minha intenção é continuar com este trabalho, ainda mais agora que o mesmo vem se difundindo cada vez mais, inclusive em publicações não científicas.Considero importante o esclarecimento, pois é de interesse de todos.

 Em poucas palavras, a Medicina Paliativa visa  beneficiar os doentes em estado terminal, com doenças graves ou incuráveis numa fase avançada ou progressiva que necessitem de procedimentos médicos de prevenção e alívio do sofrimento físico e psicológico.


Definição de Cuidados Paliativos (CP) de acordo com a OMS (2002) : “conjunto de medidas capazes de prover uma melhor qualidade de vida ao doente portador de uma doença que ameace a continuidade da vida, e aos seus familiares, promovendo o alívio da dor e de outros sintomas de ordem física, psicossocial e espiritual, abordando desde o diagnóstico da doença ao final da vida e estendendo-se ao período de luto”

Paliar vem do latim pallium, que significa manto, ou seja, cobrir com um manto,confortar, cuidar, proteger.

O foco dos cuidados paliativos é o alívio global do sofrimento humano ocasionado por uma situação de proximidade da morte por doença crônica avançada. Este sofrimento então tem que ser visto em todos os seus aspectos, não só os biológicos.

CP constituem-se num conjunto de medidas eficazes,que devem ser aplicadas por uma equipe com vários profissionais da saúde.
Portanto, essência dos CP nos remete à própria essência do “cuidar”, que é amparar, confortar, atender a todas as necessidades. É se colocar no lugar do outro...é ter uma visão diferente, mais acolhedora, mais humanitária.
Venha descobrir o que cada um de nós, independentemente da profissão, pode fazer para ajudar a amenizar a dor e o sofrimento do paciente e dos familiares que enfrentam uma doença grave.
"Paliar" é quando se procura cuidar da melhor forma possível.
E o verdadeiro "cuidar" resgata e promove a dignidade humana!


Malu Bozzani
Contato: malu.bozzani@gmail.com





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